O mercado de viagens e o processo de digitalização das empresas.

Neste momento de pandemia, é curioso observar a dinâmica das movimentações do setor de viagens como um todo, a despeito da queda vertiginosa nas vendas em esfera global.

Em 2021, mais precisamente em fevereiro passado, completei dezoito anos no mercado de viagens e turismo. Destes dezoito, doze como empresário.

Desde minha opção pelo ingresso no curso universitário na área, escuto muitas pessoas afirmando que a atividade de agenciamento estava fadada à extinção e a ao fracasso, pois seria totalmente substituída por “sites de viagens” e que todo o mercado consumidor compraria online.

 Naturalmente, não só o turismo mas praticamente todos os setores, passaram pelo processo necessário de digitalização. Por isso, aproveitando estes tempos de mercado desaquecido, nós, do Grupo JPM, aceleramos também a nossa. Já no próximo mês todos os nossos pacotes próprios poderão ser comprados online direto pelos clientes que preferirem este canal de aquisição.

 Ainda que tenhamos plena consciência da importância deste passo, ainda acreditamos muito no capital humano como principal ativo do nosso negócio, visando sempre transformar as viagens dos nossos clientes em algo melhor do que seria caso não tivesse sido comprada conosco. Essa é a missão em cada atendimento que realizamos!

 A natureza da nossa atividade é gerenciar serviços prestados, na ponta, por outras empresas. Além, é claro, das expectativas dos nosso clientes! Eis o cerne da questão: voos atrasam, fenômenos naturais acontecem, além de inúmeras outras variáveis externas que transcendem uma boa escolha da cadeia de fornecedores.

Analisando os acontecimentos dos últimos meses, tenho cada dia mais convicção que ainda não encontraram uma forma efetiva dos robôs resolverem essas questões, oferecendo um bom suporte aos clientes.

Comprar é fácil, muito fácil! Talvez essa facilidade extrema tenha levado inúmeros “especialistas” a afirmar que o mercado de agenciamento estava realmente fadado à extinção.

 O que de fato experimentamos nestes meses de pandemia, foi uma enxurrada de pedidos de ajuda de pessoas completamente desamparadas pelas empresas que estão totalmente prontas para vender online, mas não conseguem oferecer um mínimo suporte quando um número pequeno de clientes possui problemas simultaneamente em suas viagens.

 Os relatos são sempre os mesmos: “não consigo falar com o 0800”; “não respondem meus e-mails”, “não oferecem suporte”.

O fato curioso é que neste momento não percebo qualquer um daqueles especialistas em mercado se manifestando acerca do tema.

 A minha opinião é que não há caminho alternativo à digitalização, ela é necessária para qualquer empresa que deseje se manter viva no setor de turismo, mas certamente, a principal lição que tiro deste período de pandemia, é que o capital intelectual da JPM é seu ativo mais valioso e precisa ser muito respeitado e valorizado.

Caso agentes e operadores de viagens tenham em suas estratégias serem meros emissores de serviços turísticos, competindo com os tais robôs, realmente devo concordar que seu fim está próximo.

Um mix de boa tecnologia e equipe de ponta é, com certeza, a receita que escolhemos para seguir nossa trajetória e esperamos com ela continuar fazendo a diferença no mercado de turismo.

× Como posso te ajudar?