O mercado de agenciamento e operação de viagens e a retomada econômica

Chegamos, enfim, a um período com maior regularidade e constância na demanda por viagens.

Desde o fatídico março de 2020, vivemos muitas incertezas, inseguranças e experimentamos alguns ciclos de baixa demanda (para não dizem quase nenhuma), com alguns “voos de galinha”, normalmente sucedidos por novas ondas fortes do vírus.

Depois da explosão da variante ômicron entre o final de 2021 e início de 2022, percebemos que o mercado tem experimentado dias melhores. Ainda é cedo para cravar um retorno definitivo, mas a verdade é que a demanda vem crescendo exponencialmente para viagens domésticas e internacionais.

Estive no Equador no último mês de março e vi um mercado de turismo muito movimentado, tal qual no Brasil. Muitos eventos e reuniões acontecendo por onde passei, principalmente os corporativos.

Aparentemente o tão falado home office definitivo e fim das reuniões presenciais estão sendo revistos pela maior parte das empresas, afinal ainda não encontraram forma mais efetiva de fortalecer a cultura corporativa e liderar pelo exemplo do que estar junto fisicamente.

Com muitas regras que mudam a cada dia, a insegurança do viajante está em alta. Muitas pessoas ainda não entenderam se precisam ou não de teste de covid, vacina, dentre outras exigências, para se locomover entre países.

Fica aqui, por fim, minha última reflexão. Tenho observado, tanto analisando exemplos internos, ocorridos comigo e minha equipe, como com pessoas próximas do mercado, que muitos viajantes que se dizem 100% autônomos e até questionam publicamente a importância das empresas de turismo, têm, sem a menor cerimônia, consultado os (segundo eles) ultrapassados consultores de turismo, gratuitamente, para tirarem suas dúvidas.

Mais dia menos dia recebemos as seguintes perguntas:

– Sabe se preciso mesmo deste exame para entrar no Brasil?

– Realmente é necessário estar vacinado para entrar neste país?

– Sabe me dizer qual teste preciso apresentar?

– O país X já está aberto?
– Há alguma regra além dessas?

Enfim, seja qual for a pergunta, mais uma vez a certeza que fica é que o consultor de turismo qualificado tem e sempre terá muito espaço no mercado. Certamente essa crise que estamos vivendo abre muito espaço para pessoas e empresas desenvolverem suas atividades de forma efetiva, desde que coloquem o cliente no centro da relação, tenham sua cultura orientada à excelência no atendimento e principalmente utilizem estrutura tecnológica como apoio à atividade.

Que 2022 seja o ano da retomada do mercado que saibamos mostrar o valor real da nossa profissão.

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